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Ousar, eis o preço do progresso.

Muitas vezes escrever é um desafio pessoal sem tamanho. Mas como em todo bom desafio, a única forma de supera-lo é simplesmente fazer o que ele nos exige. Então sento e escrevo. Está longe ser perfeito ou de atingir o meu sempre tão alto nível de exigência com tudo aquilo que faço, mas pelo menos esse texto existe. Isso já é um bom sinal.

Lembro que ainda adolescente me apaixonei pelos livros e pela possibilidade de viajar através da leitura. Devorei milhares de páginas e fui um frequentador assíduo de sebos e livrarias.

Em um caderno velho de capa dura eu mantinha uma coleção de frases e aforismos que retirava dos livros que lia. Vez ou outra revisitava e me encantava como alguns escritores em poucas palavras conseguem dizer tanto. O caderno se perdeu no tempo depois de tantas mudanças, mas algumas frases permaneceram na memória. O título desse post é justamente uma frase do Victor Hugo que me veio à cabeça inúmeras vezes esse mês.

Talvez por que nos últimos três anos o que mais fiz foi ousar, meu inconsciente foi buscar nas palavras e lembranças juvenis o suporte psicológico para continuar ousando na vida.

Saí do Brasil deixando uma carreira bem encaminhada na fotografia. Cheguei no Canadá com as mãos vazias, fotógrafo sem câmera fotográfica, deixando para trás também essa  estranha ideia de que a profissão que escolhi me definia. Com poucas certezas e tendo que recomeçar, mergulhei numa nova cultura, nova língua, tive que aceitar ser o que sou e não apenas o que faço. Foi um processo de reavaliar escolhas e rever conceitos.

Segui a jornada de todo imigrante, aceitando o que a nova realidade oferece, controlando o ego e agradecendo cada oportunidade. Aprender é lei e o processo foi intenso. Ainda hoje não existe nem mesmo um dia no qual eu não aprenda algo novo.

Depois de tudo que passamos por aqui eu não consigo me imaginar sem essa fase de amadurecimento na vida.

Ousadia é para mim uma combinação calibrada entre coragem e fé. Que existe somente como fruto de uma ação. Que só existe diante do novo, diante do desconforto, do momento de insegurança onde a vida nos exige agir com o coração, acreditando que tudo se desdobrará na melhor forma possível. Eis o preço do progresso. E vejo hoje como a minha vida avançou.

Finalizo esse texto na esperança de que o meu amanhã me traga situações onde eu tenha a coragem de continuar ousando, aprendendo, progredindo.

E para os amigos que investirão algum tempo lendo minhas divagações eu pergunto: qual a última vez que você se sentiu ousando na vida?

agosto 30, 2017

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novembro 30, 2017

Dia 1.

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