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Dia 21

Tudo na vida é beleza. Tudo é poesia. Pelo menos tudo o que realmente importa.

Eu sempre pensei que a beleza estava na superficie das coisas, na aparente e palpável experiência de viver os dias. Porém cada dia que passa, cada nova descoberta me mostra que a poesia é a essência de tudo. A poesia não no sentido literário. Poesia no sentido que Adélia Prado usa para descrever o fenômeno poético revelador

“Toda arte se justifica pela poesia que ela contém”

Nesse sentido, viver é arte. Viver é inevitavelmente criar. Ser criativo é necessário para escapar da sobrevivência apenas. Criar é aprender a perceber e saborear a vida e isso lentamente com o passar dos anos e o amadurecimento do espírito vai cada vez mais se tornando a minha missão. Constantemente aprender a observar e saborear essa oportunidade talvez única de existir.

 

“Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
Tem mais presença em mim o que me falta.
Melhor jeito que achei pra me conhecer foi fazendo o contrário.
Sou muito preparado de conflitos.
Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
O meu amanhecer vai ser de noite.
Melhor que nomear é aludir. Verso não precisa dar noção.
O que sustenta a encantação de um verso (além do ritmo) é o ilogismo.
Meu avesso é mais visível do que um poste.
Sábio é o que adivinha.
Para ter mais certezas tenho que me saber de imperfeições.
A inércia é meu ato principal.
Não saio de dentro de mim nem pra pescar.
Sabedoria pode ser que seja estar uma árvore.
Estilo é um modelo anormal de expressão: é estigma.
Peixe não tem honras nem horizontes.
Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas quando não desejo contar nada, faço poesia.
Eu queria ser lido pelas pedras.”

 

Trecho do poema Livro do Nada, Manoel de Barros

 

 

 

dezembro 20, 2017

Dia 20.

dezembro 22, 2017

Dia 22.

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